Feliz Natal – Excelente 2018!

Saudações Natal e 2018

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19 diciembre 2017 · 16:52

O Salesiano Coadjutor

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DISCURSO DO PAPA FRANCISCO À COMUNIDADE DA UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA POR OCASIÃO DO 50º ANIVERSÁRIO DA SUA INSTITUIÇÃO Sala Clementina Quinta-feira, 26 de Outubro de 2017

DISCURSO DO PAPA FRANCISCO – Universidade Católica Portuguesa 26-10-17

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SATURADOS DE TANTA DEGRADAÇÃO

Lixo em casaIndicaram-me o dia do Ambiente (é uma redundância falar de «médio ambiente») caracterizado como uma jornada feliz ou infeliz, segundo convém aos nossos sapatos (ou sapatilhas ou chinelos). Quanto foi dito desta data, fomos invadidos pela cor verde, pelas luzes solares, pelas quedas de água pura, pelas montanhas embelezadas de coníferas, pelos mares povoados de magníficos animais marinhos, pelas florestas abundantes de vegetação e animais selvagens, pelas mulheres e varões bem belos (não sei se verdadeiros), e por etc.

Contudo, já que vislumbrei a palavra verdade, hoje devemos dizer também que estamos saturados de tanta degradação.

Saturação e degradação.

A natureza explode na beleza. A estupidez explode na fealdade.

Explodir é um verbo em movimento. Realmente Deus cria a cada instante este universo maravilhoso de seres que denota beleza, harmonia e ordem. Por isso contemplar e gozar no silêncio do nosso olhar, da nossa respiração, do nosso sangue, da nossa inteligência é o acréscimo da nossa dignidade humana. Somos criaturas e somos conscientes deste facto. E este movimento é real, evidente e sincronizado no concerto da totalidade da realidade. Nada escapa a esta totalidade, aliás, o que escapa é o nada (mas não escapa porque não é). Daí que a primeira maravilha metafísica é o ser. É melhor falar do ser do que do nada. O ser é, o nada não é. A consciência do ser é o que é; a inconsciência é o não ser que é o nada. Porque somos o que somos e não o que não somos.

Aplicar este último parágrafo no agir do dia-a-dia é uma utopia que dói até no mais profundo do nosso ser. E caímos na estupidez. E vence o relativismo atroz, interesseiro dum egoísmo mortal e fatal. Se te deixas atrapalhar por essa atitude serás ator dum filme triste, idiota e irreal. Para reivindicar esta estupidez muitas pessoas são títeres que dançam na mentira quotidiana.

Se não aplicamos os parágrafos precedentes, é inútil falar do ambiente.

Então caímos na saturação. Ainda a natureza não satura nunca. O que satura é a degradação na qual mergulhamos pela inconsciência.

A nível intelectual, um resultado manifesto é a preguiça para pensar. Esta demora ou lentidão em agir, avisa-nos o dicionário falando da preguiça, indica-nos tantas consequências não desejadas.

Por exemplo o populismo ou a simpatia exagerada. Ficamos atrapalhados na ignorância estéril e no tradicionalismo daninho que nos faz repetir indefinidamente a mesma dança.

Daí a necessidade de redefinir a complexidade da forma. Isto seria um ensaio de leitura da realidade.

 Se a linguagem é consentida como banal, a banalidade da realidade é real.

Contudo, no esforço da tarefa explicativa do acontecer quotidiano devemos elevar a mediocridade do nosso discurso (muitas vezes banal) para encontrar a visão justa (ajustada), livre de laços estranhos e estereotipados.

Uma realidade suficientemente eloquente que grita em cada ângulo uma manifestação da forma, dinâmica e rica em possibilidades. Neste movimento procuramos o sentido, a direcção enquadrada na situação ou determinada pelas circunstâncias.

Manifestação, pois, de uma complexidade. A forma é complexa. Há um circuito irracional que oferece a oportunidade de sobrevivência da forma, perdendo a raiz essencial do ser. O círculo fecha-se na conveniência. O mapa conceitual carece de essência. É uma forma amigável de irromper na realidade. A amizade vai-se degenerando em amiguismo, pacto viciado da sobrevivência, estandarte da estupidez (outra vez caímos na estupidez).

É uma visão muda, não cega, inspirada na observação paciente e perseverante da presença, da escuta, do acompanhamento, do testemunho. Nem chega a ser cosmovisão porque está invadida pela miopia, pelo relativismo e pela arbitrariedade.

Favorecer com favores não é uma atitude filosófica, nem ética. No centro da problemática está faltando a consciência da vida esplanada no conjunto totalizante da razão, da vontade e dos sentimentos.

Por isso devemos regressar ao ponto zero. Devemos mergulhar na essência das coisas para saber os primeiros princípios e as causas finais. Devemos ser atletas da interrogação, da pergunta oportuna e bem formulada.

 

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Fotografías de Kala Kala. Escola Rural de Capacitação de Artes e Ofícios. Cidadela Jovens em sucesso. Angola.

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Un libro en PDF: Orar con el Papa Francisco

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SATURADOS DE TANTA DEGRADAÇÃO

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Indicaram-me o dia do Ambiente (é uma redundância falar de «médio ambiente») caracterizado como uma jornada feliz ou infeliz, segundo convém aos nossos sapatos (ou sapatilhas ou chinelos). Quanto foi dito desta data, fomos invadidos pela cor verde, pelas luzes solares, pelas quedas de água pura, pelas montanhas embelezadas de coníferas, pelos mares povoados de magníficos animais marinhos, pelas florestas abundantes de vegetação e animais selvagens, pelas mulheres e varões bem belos (não sei se verdadeiros), e por etc.

Contudo, já que vislumbrei a palavra verdade, hoje devemos dizer também que estamos saturados de tanta degradação.

Saturação e degradação.

A natureza explode na beleza. A estupidez explode na fealdade.

Explodir é um verbo em movimento. Realmente Deus cria a cada instante este universo maravilhoso de seres que denota beleza, harmonia e ordem. Por isso contemplar e gozar no silêncio do nosso olhar, da nossa respiração, do nosso sangue, da nossa inteligência é o acréscimo da nossa dignidade humana. Somos criaturas e somos conscientes deste facto. E este movimento é real, evidente e sincronizado no concerto da totalidade da realidade. Nada escapa a esta totalidade, aliás, o que escapa é o nada (mas não escapa porque não é). Daí que a primeira maravilha metafísica é o ser. É melhor falar do ser do que do nada. O ser é, o nada não é. A consciência do ser é o que é; a inconsciência é o não ser que é o nada. Porque somos o que somos e não o que não somos.

Aplicar este último parágrafo no agir do dia-a-dia é uma utopia que dói até no mais profundo do nosso ser. E caímos na estupidez. E vence o relativismo atroz, interesseiro dum egoísmo mortal e fatal. Se te deixas atrapalhar por essa atitude serás actor dum filme triste, idiota e irreal. Para reivindicar esta estupidez muitas pessoas são que dançam na mentira quotidiana.

Se não aplicamos os parágrafos precedentes, é inútil falar do ambiente.

Então caímos na saturação. Ainda a natureza não satura nunca. O que satura é a degradação na qual mergulhamos pela inconsciência.

A nível intelectual, um resultado manifesto é a preguiça para pensar. Esta demora ou lentidão em agir, avisa-nos o dicionário falando da preguiça, indica-nos tantas consequências não desejadas.

Por exemplo o populismo ou a simpatia exagerada. Ficamos atrapalhados na ignorância estéril e no tradicionalismo daninho que nos faz repetir indefinidamente a mesma dança.

Daí a necessidade de redefinir a complexidade da forma. Isto seria um ensaio de leitura da realidade.

 Se a linguagem é consentida como banal, a banalidade da realidade é real.

Contudo, no esforço da tarefa explicativa do acontecer quotidiano devemos elevar a mediocridade do nosso discurso (muitas vezes banal) para encontrar a visão justa (ajustada), livre de laços estranhos e estereotipados.

Uma realidade suficientemente eloquente que grita em cada ângulo uma manifestação da forma, dinâmica e rica em possibilidades. Neste movimento procuramos o sentido, a direcção enquadrada na situação ou determinada pelas circunstâncias.

Manifestação, pois, de uma complexidade. A forma é complexa. Há um circuito irracional que oferece a oportunidade de sobrevivência da forma, perdendo a raiz essencial do ser. O círculo fecha-se na conveniência. O mapa conceitual carece de essência. É uma forma amigável de irromper na realidade. A amizade vai-se degenerando em amiguismo, pacto viciado da sobrevivência, estandarte da estupidez (outra vez caímos na estupidez).

É uma visão muda, não cega, inspirada na observação paciente e perseverante da presença, da escuta, do acompanhamento, do testemunho. Nem chega a ser cosmovisão porque está invadida pela miopia, pelo relativismo e pela arbitrariedade.

Favorecer com favores não é uma atitude filosófica, nem ética. No centro da problemática está faltando a consciência da vida esplanada no conjunto totalizante da razão, da vontade e dos sentimentos.

Por isso devemos regressar ao ponto zero. Devemos mergulhar na essência das coisas para saber os primeiros princípios e as causas finais. Devemos ser atletas da interrogação, da pergunta oportuna e bem formulada.

 

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